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Você já ouviu falar sobre a exostose ou ouvido de surfista?

Atualizado: 28 de jun.

Você tem o costume de praticar surfe ou esportes aquáticos com frequência? Fique atento à exostose! Apesar de ser pouco comum, o problema merece uma atenção especial a fim de evitar possíveis complicações que possam afetar a audição.

Neste artigo, vamos explicar o que é exostose, quais são as principais causas, sintomas e tratamentos, além de medidas preventivas para evitar o problema. Acompanhe!

O que é exostose? Também conhecida como “ouvido de surfista”, a exostose é caracterizada por um crescimento excessivo da porção óssea do canal auditivo. Como resultado, pode ocorrer o fechamento do canal auditivo externo, cuja função é estabelecer a comunicação entre o meio exterior e a orelha média. Sem a correta comunicação, a capacidade auditiva do paciente pode diminuir gradativamente, conforme o crescimento dos ossos aumenta. Quais são as causas? Embora as causas não sejam totalmente conhecidas, sabe-se que a exposição prolongada à água fria e ao vento é a principal causa para o desenvolvimento do problema. Isso porque nosso organismo tenta evitar ao máximo que a água fria e o vento cheguem ou causem impacto na membrana timpânica – um canal cilíndrico que conduz as ondas sonoras. E para isso, nosso corpo reage com o estreitamento do canal auditivo através do crescimento ósseo. Contudo, vale ressaltar que a exostose não se desenvolve com facilidade. É preciso, anos de exposição excessiva a essas condições para que haja um crescimento anormal nos ossos do canal auditivo. Quais são os sintomas? Em grande parte dos quadros iniciais, a exostose é assintomática. Os primeiros sintomas só começam a aparecer quando os ossos do canal auditivo atingem uma dimensão significativa. Nesses casos, os sintomas podem incluir:

  • dor;

  • retenção de água no ouvido;

  • oclusão do orifício auditivo por excesso de cera;

  • aumento na frequência de otites externas;

  • saída de pus pelo ouvido;

  • perda auditiva gradativa.

Nem sempre o problema atinge as duas orelhas com a mesma intensidade. É comum que os sintomas sejam acentuados em uma das orelhas e apareçam em menor intensidade na outra orelha. A explicação está relacionada à direção do vento onde o paciente costuma praticar surfe e outros esportes aquáticos. O ouvido que pega mais vento sempre será o mais afetado. Como tratar o problema? Quando diagnosticada em estágios iniciais, a exostose pode ser tratada com gotas de antibiótico e corticoide para aliviar os sintomas, além de ser recomendado o uso de tampões de ouvido durante a prática de atividades aquáticas. A maioria dos casos, no entanto, requer tratamento cirúrgico para a correção do problema. O procedimento é realizado através de uma pequena incisão na parte de trás da orelha, por onde o cirurgião irá retirar o excesso de tecido ósseo com a ajuda de uma broca cirúrgica, preservando a pele que irá revestir o canal auditivo. Como prevenir? A prevenção da exostose pode ser realizada, basicamente, de duas maneiras. São elas:

  • evitar a prática de surfe e esportes aquáticos quando a água estiver muito fria ou em regiões onde a água está constantemente fria;

  • utilizar tampões de ouvido próprios para a proteção do canal auditivo sempre que for entrar na água.

Além disso, é importante que surfistas e praticantes de esportes aquáticos façam acompanhamento regular com um otorrinolaringologista para evitar maiores complicações à audição. Restou alguma dúvida? Mande sua pergunta através da página de contato. E para conferir nossas dicas, atualizações e mais conteúdos como este basta nos seguir no Facebook e Instagram. Até a próxima!


Material escrito por: Dr. Paulo Roberto Crespi - CRM 4228 / RQE 4084 Diretor técnico do CDO, o Dr. Paulo Crespi é também um dos fundadores da clínica. Possui pós-graduação em otorrinolaringologia e mestrado em otoneurologia pela USP. Já exerceu cargos de chefia e presidência na Sociedade Catarinense de Otorrinolaringologia, nos departamentos de otorrinolaringologia do Hospital Geral Celso Ramos e da Associação Catarinense de Medicina.

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