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O que você precisa saber sobre a Cirurgia Endoscópica Nasossinusal

Atualizado: 28 de jun.

Os seios nasais desempenham importantes funções no organismo humano, contribuindo, sobretudo, para ajudar a filtrar o ar que respiramos e umidificar o ar que chega aos pulmões. Quando o paciente apresenta infecções respiratórias, os seios da face acabam ficando inflamados, sendo que muitos casos exigem a realização da Cirurgia Endoscópica Nasossinusal para aliviar os sintomas.


Para que serve a Cirurgia Endoscópica Nasossinusal?

A Cirurgia Endoscópica Nasossinusal é uma técnica que visa restaurar, cirurgicamente, os canais responsáveis pela drenagem dos seios nasais que estão comprometidos e retirar a mucosa doente presente nos seios da face. Com isso, o procedimento restabelece a drenagem e promove a ventilação adequada dos seios nasais, evitando o acúmulo de secreções que causam infecções e inflamações na região.

Quando ela é indicada?

A técnica pode ser utilizada para tratar diversas doenças que atingem os seios da face, podendo ser indicada para corrigir: Sinusite crônica Trata-se do problema mais comum corrigido pela Cirurgia Endoscópica Nasossinusal. A doença ocorre quando os sintomas de dor e pressão facial, secreção nasal, obstrução nasal e redução do olfato e outros sintomas característicos persistem por mais de 3 meses. Em alguns casos, o paciente pode apresentar pólipos nasais que crescem nos seios da face. Apesar de ainda não ter cura, os sintomas da sinusite crônica podem diminuir, significativamente, com a cirurgia.

Tumores de nariz

Tumores minimamente invasivos que afetam a cavidade nasal e os seios da face podem causar congestão, bloqueio de um dos lados do nariz e outros sintomas que exigem tratamento cirúrgico para correção do problema. Nesses casos, a Cirurgia Endoscópica Nasossinusal remove os tumores, permitindo o correto funcionamento de toda a cavidade nasal do paciente.

Polipose nasal

Quando os pólipos nasais apresentam produção excessiva de secreção, o paciente pode desenvolver polipose nasal, uma doença que causa tosse crônica e problemas pulmonares, como bronquite e asma. Por meio da cirurgia, os pólipos são removidos, reduzindo as complicações inflamatórias e sintomas causados pelas doenças pulmonares.

Como a cirurgia é realizada?

Para a realização da cirurgia, o endoscópio é introduzido pelo vestíbulo nasal paralelamente aos instrumentos utilizados sob visão direta para não haver lesão desnecessária da mucosa. Com a ampliação da visão, é possível identificar o local onde ocorre a drenagem dos seios nasais e remover o conteúdo que está provocando obstrução. A introdução do endoscópio em procedimentos cirúrgicos revolucionou a forma de operar em diversos campos da otorrinolaringologia. A visão endoscópica é capaz de maximizar a imagem, além de permitir diferentes angulações que ajudam o cirurgião a ter uma visão mais ampla da área de operação.

Cuidados pré e pós-operatório

Antes do procedimento cirúrgico, o paciente deve realizar os exames pré-operatórios solicitados, que, geralmente, são o hemograma e eletrocardiograma, além de passar por uma consulta pré-anestésica. A recuperação total pode ocorrer entre 2 e 4 semanas após a realização da cirurgia. Durante a primeira semana, é importante que o paciente permaneça em repouso. A prática de atividades físicas só é recomendada após um mês. O sucesso do procedimento também depende de cuidados no pós-operatório. Durante esse período, as principais recomendações são:

  • comer alimentos pastosos e frios na primeira semana;

  • cuidar dos curativos e não removê-los até a liberação médica;

  • realizar a higienização da cavidade nasal seguindo as orientações médicas;

  • fazer uso dos medicamentos indicados pelo médico;

  • evitar tocar o nariz;

  • não assoar o nariz na primeira semana;

  • espirrar com a boca aberta.

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Material escrito por: Dr. Rafael Pinz - CRM 14548 / RQE 7163 Natural de Florianópolis, o Dr. Rafael Pinz fez sua graduação e residência médica na Faculdade de Medicina na USP. É especialista em Otorrinolaringologia pela Associação Médica Brasileira e membro da Aborlccf. Seus principais interesses são o tratamento clínico e cirúrgico das doenças do nariz e do sistema vestibular.

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